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Quadro Negro, Giz e Canetas: Goodbye Teacher of Joy!

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No sábado, 29 de abril, a Bahia negra amanheceu de luto. O decano do movimento negro, Chico Xapanã, “desmaterializou”. Professor Chico era bacharel em Ciências Contábeis e pós-graduado em gramática da língua inglesa. Esta última formação o possibilitou atuar em diversas instituições de ensino: Colégio Análise, Rede Concurseira, Curso Opção, Grandes Mestres, Pré-Universitários etc. Ele via na educação a possibilidade de lutar contra o racismo estrutural da nossa sociedade. Foi um dos primeiros a enfrentar o preconceito na sala de aula das escolas e cursinhos privados em diversas cidades, tais como: Salvador, Lauro de Freitas Itabuna e Feira de Santana.

As flores de Logan!

Não por acaso, depois de uma reunião instigante, em plena segunda-feira, encontro dois amigos que de forma muita cortês, convidam-me para assistir no cinema, nada menos, que Logan! Não estava nos meus planos cinéfilos este filme, estava com toda disposição para assistir Moonlight: Sob a Luz do Luar de Barry Jenkins. Considero que este será o filme do ano, mas ainda não consegui visualizar um cinema e horário em Salvador, compatível com minha agenda, então decido assistir aquele que não estava nos meus projetos. Deverás, estamos aqui para discorrer sobre o longa de James Mangold e ressaltar o ícone que é Wolverine (Hugh Jackman), este ator que é um espetáculo, contudo não esqueçamos que é um elenco cheiro de boas oportunidades, financiamentos e excelente interpretações. Este longa parece mais um filme de drama do que ação, repleto de mensagens subliminares e c...

Um amor para Louise...

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Você tem que aprender a levantar-se da mesa quando o amor não estiver mais sendo servido.” (Nina Simone). Desenvolvo um projeto a quase um ano chamado: Eu escuto Histórias de amor, escutando mulheres, diagnosticando os problemas e desenvolvendo cinco saídas, mas todos os dias fico impressionada e agradecida com o papel que tenho de construção e de cuidado com estas mulheres negras, da mesma forma que sinto-me protegida e construída, é uma permuta.

A importância de contextualizar as nossas feridas.

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É de extrema importância discutir os conceitos de preconceito, discriminação, racismo, gênero, intolerância religiosa e desigualdade, para compreendê-los como instrumento teórico que permite uma abordagem empírica e analítica das relações sociais. Os conceitos são tipificados para que se compreenda na sociedade. A contextualização nos permitir entender o sujeito no mundo e a origem de algumas ações e discussões e temos a capacidade de compreender e refletir criticamente de modo a intervir na nossa realidade e transformá-la.

Os rios da afetividade negra.

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Pensar em sexualidade e afetividade das mulheres Negras é pensar em si e para si. Começo a refletir sobre este tema quando estava no dialogo informal com uma amiga/irmã em que ela de forma muito jocosa aponta que é uma mulher empoderada, advogada, possui um apartamento, vai comprar um carro, tem um rosto e corpo lindo e não consegue namorado, respondo com um ar de galhofa, que ela tem tudo para ser uma mulher solteira. A conversa se finda, mas percebo o quanto isso poderá ser perverso, afinal ser solteira nunca será um dilema, mas se sentir sozinha é o que machuca. Depois disso resolvi entrar na campanha das redes virtuais Mais amor entre nós da jornalista Sueide Kintê, e decidi escutar as histórias de amor. Escuto uma história por semana e dedico toda a minha atenção para estas mulheres. No início pergunto se deseja apenas que escute ou se posso interferir, é um momento único. E não se torna única, apenas por causa da minha formação como Cientista Social e psicopedagoga, m...

Novembro negro com leituras.

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A dica de livro desta semana é: BALADA DE AMOR AO VENTO. Por: Elisia Santos O livro Balada de amor ao vento , é da escritora moçambicana Paulina Chiziane. Esta inicia sua carreira literária em 1984, com contos publicados e lança seu primeiro livro em 1990, tornando-se a primeira mulher moçambicana a publicar um romance . Chiziane participa organicamente da política de Moçambique como membro da FRELIMO (Frente de Libertação de Moçambique), na qual militou durante a juventude. É considerado um marco da literatura negra, uma indicação de leitura africana primaz. Em seu romance, supracitado, o enredo acontece nos anos de colonização de Moçambique, ela aborda a questão de gênero e raça atreladas as transformações da cultura tradicional moçambicana. A autora conta a história da personagem Sarnau, uma mulher negra, que parece como retrato fiel de outras mulheres de Moçambique. Está tem muitas dificuldades nos relacionamentos amorosos, se relaciona a princípio com Mwando, dep...

As doações não precisam ser mútuas.

A vida é um eterno doar e receber, contudo ficamos muitas vezes, se interrogando o porquê de não ter reciprocidade como temos boas ações, e o peso é ainda maior para nós mulheres negras. Para o antropólogo Marcel Mauss, a vida social é pautada num eterno ciclo de "dar-e-receber", onde o "retribuir" constitui elemento de ligação entre o início e o fim deste ciclo, permitindo um eterno contornar, fazendo emergir relações de dádiva e, sobretudo, de aliança. Deverás no meu processo de escuta de mulheres negras e suas histórias de amor, percebo que as redes e relações que deveria ser traçada pelas mulheres negras é uma linha que é quebrada com qualquer vento. Ao assistir o Poderoso Chefão, dom Corleone afirma que mais importante que ter dinheiro é ter redes, relações e amigos, e quando esta rede negra não é costurada? Onde fica a história de ...