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COMPREENDER A ARTICULAÇÃO INTERSETORIAL

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Vamos discutir a articulação da intersetorialidade voltada para atendimento às vítimas do trabalho análogo ao de escravo, e principalmente levantar questionamentos acerca de políticas públicas direcionadas a temática. Dentro do levantamento de informações devemos dar a importância do planejamento e execução de políticas públicas que estejam revestidas dos princípios do empoderamento, competências compartilhadas e da intersetorialidade. A implementação de políticas públicas de forma fragmentada e setorializada é custosa, pois produz ações e resultados distantes das diretrizes e objetivos para atendimento a pessoas vítimas de violência, desta forma, a importância da intersetorialidade como ferramenta e mecanismo de gestão se mostra extremamente necessário, haja vista que não se pode pensar em construção de políticas públicas sem considerar a relevância da interação e integração dos diversos órgãos e instituições no compromisso comum de efetivação de direitos, garantindo-se, também...

Repressão ao Trabalho Escravo e Atendimento às Vítimas Resgatadas.

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O Brasil estar permeado por mazelas sociais graves e urgentes é preciso destacar que somos internacionalmente reconhecidos como um país avançado no enfrentamento ao trabalho escravo contemporâneo. Em primeiro lugar, por conta do próprio reconhecimento da existência do mesmo no nosso território. Desde então, já foram resgatadas dessas condições cerca de 40 mil pessoas. Nem perto desse número estão os resgates de países, apenas a título de exemplo, como a Bolívia, mas será que naquele território não existe trabalho escravo? A pergunta é provocativamente reflexiva, para que se chame a atenção para a necessidade primordial de aceitar a permanência do problema. O Brasil reconheceu e, em segundo lugar, adotou, e vem adotando, diversas medidas erradicar o problema. Destaque-se, ainda, que o Brasil editou os Planos Nacionais para Erradicação do Trabalho Escravo, nos quais encontraremos as metas estabelecidas e as instituições (estatais, patronais, laborais, sociedade civil organizada) e...

1ª SEMANA - CONHECER O CONCEITO DE TRABALHO ESCRAVO NO BRASIL E OS DIREITOS DOS TRABALHADORES RESGATADOS

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1.       Histórico da Legislação Internacional e Nacional. O que é o trabalho escravo? Vamos começar por um fato histórico, em 13 de maio de 1888 foi formalmente abolida a escravidão no Brasil, contudo não aconteceu uma transformação na mentalidade e do comportamento escravocrata, assim como a vida do ex-escravo não melhorou de fato. É importante fazer algumas considerações acerca da abolição/não-abolição da escravatura no Brasil, façamos um retrospecto da legislação internacional sobre a temática: ·                      A Convenção das Nações Unidas sobre escravatura de 1926 traz no seu artigo 1°: Escravidão é o estado e a condição de um indivíduo sobre o qual se exercem, total ou parcialmente, alguns ou todos os atributos do direito de propriedade.  ·               ...

Os ninguéns!

As pulgas sonham em comprar um cão, e os ninguéns com deixar a pobreza, que em algum dia mágico de sorte chova a boa sorte a cântaros; mas a boa sorte não chova ontem, nem hoje, nem amanhã, nem nunca, nem uma chuvinha cai do céu da boa sorte, por mais que os ninguéns a chamem e mesmo que a mão esquerda coce, ou se levantem com o pé direito, ou comecem o ano mudando de vassoura. Os ninguéns: os filhos de ninguém, os dono de nada. Os ninguéns: os nenhuns, correndo soltos, morrendo a vida, fodidos e mal pagos: Que não são embora sejam. Que não falam idiomas, falam dialetos. Que não praticam religiões, praticam superstições. Que não fazem arte, fazem artesanato. Que não são seres humanos, são recursos humanos. Que não tem cultura, têm folclore. Que não têm cara, têm braços. Que não têm nome, têm número. Que não aparecem na história universal, aparecem nas páginas policiais da imprensa local. Os ninguéns, que custam menos do que a bala que os mata. Eduardo Galeano, O Livro dos Abraços, 198...

Grandes desafios de como lidar com as questões de identidade de gênero e sexualidade na escola.

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Nosso grande desafio é como lidar com as questões de identidade de gênero e sexualidade na educação. O nosso primeiro passo é c ompreender o conceito de gênero, corpo e de sexualidade em suas interfaces é ir além do que denominamos masculino/feminino. O segundo é entender que o conceito de gênero reflete o modo como diferentes culturas, em diversos períodos históricos, classificam atributos pessoais, os papéis sociais, labor, atividades de trabalho na esfera pública e privada, e os encargos destinados a homens e a mulheres no campo da política, da religião, da educação, do lazer, dos cuidados com saúde, da sexualidade etc. O conceito consegue mais expressividade na década de 70, como objeto de analise das ciências sociais, atualmente, há ele perpassa diversas disciplinas, principalmente aquelas que fazem alguma interface com o campo da sociologia, saúde ou do direito. Dentro das ciências sociais, os estudos de gênero foram e são responsáveis por estudos sobre corpo e sexualid...

O conto sarcástico de Machado de Assis.

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Figura 1: Machado de Assis Sou apaixonada por Machado de Assis, na infância mergulhei em Dom Casmurro e nos ferrenhos debates sobre Capitu, sobre a bendita traição ou não desta mulher que sofria em relacionamento abusivo com Bentinho, preciso escrever de que lado eu era? Posteriormente “cai” na conversa de Memórias póstumas de Brás Cubas e fiquei enlouquecida por aquele homem que conseguia falar de forma tão irônica e pontual, mesmo depois de morto. Percebo que ler Machado de Assis é mergulhar na sociedade aristocrática portuguesa e brasileira, é fazer uma analise sociológica e histórica dos personagens e das construções sociais. Figura 2: Carolina de Jesus Machado era um homem negro, de saúde frágil que consegue trilhar seu caminho intelectual de forma muito autônoma, parecido com outra autora, também maravilhosa, Carolina de Jesus. Ele era autodidata e um mestre das palavras, nas suas obras o que mais me seduz são os traços de sarcasmo, ironia, capítulos cur...